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A libra sofreu uma forte queda, e o euro parece prestes a seguir o mesmo caminho.
As tensões no Oriente Médio estão a escalar, e a perspetiva de uma possível operação militar terrestre dos EUA no Irã figura entre os principais fatores que afetam os mercados financeiros globais. Esse cenário, atualmente considerado bastante provável, poderá provocar volatilidade significativa e desencadear uma cadeia de repercussões em várias classes de ativos. Em caso de intensificação do conflito, os traders tenderão a adotar uma estratégia de fuga para a qualidade, vendendo ativos mais arriscados — como o euro, a libra e outras moedas de mercados emergentes.
Entre os principais beneficiários desses desdobramentos deverá estar o dólar americano. Como moeda de refúgio, o dólar normalmente se fortalece em períodos de incerteza geopolítica e turbulência financeira. O aumento da procura por dólares, impulsionado pela vontade dos investidores de preservar capital, tende a levar à sua valorização frente a uma cesta de moedas globais importantes.
As divulgações de dados de hoje limitam-se à publicação do índice de confiança do consumidor da zona do euro para março. Esse indicador macroeconômico, que reflete o sentimento dos consumidores quanto à situação econômica atual e às perspetivas futuras, é um referencial relevante para avaliar o estado geral da economia regional. Dados preliminares e previsões apontam para uma possível queda desse índice. Uma diminuição da confiança do consumidor pode, por sua vez, sinalizar um enfraquecimento da procura interna — um dos principais motores do crescimento na zona do euro — e, assim, minar a posição do euro.
No que diz respeito à libra, não se espera impacto significativo dos dados macroeconômicos nos mercados financeiros do Reino Unido hoje. A ausência de novas informações implica que os fatores já existentes que influenciam a libra provavelmente serão insuficientes para provocar alterações relevantes na sua taxa de câmbio. Consequentemente, o par GBP/USD poderá cair a qualquer momento. Na falta de novos dados que levem os investidores a reavaliar suas posições, a libra tenderá a seguir a tendência de queda iniciada na última sexta-feira.
Se os dados vierem em linha com as expectativas dos economistas, é preferível operar com a estratégia de reversão à média. Caso venham significativamente acima ou abaixo das previsões, a melhor opção será adotar a estratégia de momentum.