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Ontem, os índices de ações dos EUA encerraram o dia em alta: o S&P 500 subiu 0,72%, o Nasdaq 100 avançou 1,16% e o Dow Jones registrou ganho de 0,48%.
No entanto, nesta manhã, o cenário mudou de forma significativa: os futuros dos principais índices recuaram, e os investidores passaram a se afastar dos ativos de risco. Ao mesmo tempo, a demanda por títulos como ativos de refúgio aumentou de forma expressiva. Esse movimento ocorreu após declarações de Donald Trump indicando que os EUA pretendem manter e até intensificar as ações militares contra o Irã.
O mercado também revisou as expectativas em relação às próximas decisões de política monetária do Federal Reserve. Os rendimentos dos Treasuries permaneceram próximos aos níveis anteriores após a última sessão, mas a escalada atual pode alterar rapidamente essa dinâmica.
No mercado de commodities, o petróleo Brent subiu 6,6%, para cerca de US$ 108 por barril, refletindo os riscos ao abastecimento no Estreito de Ormuz. Já o ouro registrou queda significativa — de aproximadamente US$ 4.800 para US$ 4.550. Mais detalhes no link.
Diante das tensões contínuas no Oriente Médio, o mercado dos EUA vem apresentando um comportamento cada vez mais previsível: o S&P 500 tende a subir no início da semana, desacelerar no meio e, frequentemente, registrar pressão vendedora na quinta e na sexta-feira. O principal motivo é que os investidores evitam manter posições durante o fim de semana, período em que podem ocorrer eventos relevantes, enquanto Donald Trump frequentemente influencia o noticiário com suas declarações.
Os traders também acompanham a rapidez com que a retórica da Casa Branca se altera: sinais de escalada costumam surgir após o fechamento dos mercados. Desta vez, os mais recentes ultimatos ao Irã vieram acompanhados de ameaças de ataques à infraestrutura energética, condicionadas à reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto Teerã afirma estar "aberto" à paz, mas não com os EUA.
Ainda assim, o índice também recebeu suporte de dados macroeconômicos positivos, incluindo a expansão da atividade manufatureira, o aumento das vendas no varejo e o crescimento do emprego. Mais detalhes no link.
O discurso de Donald Trump na noite anterior, em vez de sinalizar desescalada, soou como uma continuação de uma retórica linha-dura. O presidente afirmou esperar que os combates continuem por mais duas a três semanas, ameaçou o Irã com ataques "extremamente severos" e instou os aliados a "encontrarem coragem" para garantir a segurança do Estreito de Ormuz.
A quinta-feira começou com uma forte reversão: os futuros do Dow recuaram 1,2% (mais de 500 pontos), enquanto o S&P 500 e o Nasdaq 100 caíram 1,3% e 1,6%, respectivamente. A reação se estendeu à Ásia, com o Nikkei 225 em queda de 2,4% e o Kospi recuando 3,4%.
No mercado de energia, o petróleo Brent voltou a subir e superou US$ 106 por barril, enquanto o WTI foi negociado em torno de US$ 101. Mais detalhes no link.