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Hoje, segunda-feira, o ouro (XAU/USD) continua a se mover na direção estabelecida, tentando se manter no nível redondo de US$ 4.300, que marca seu ponto mais baixo desde 23 de março. A escalada do conflito no Golfo Pérsico está sustentando os preços mais altos do petróleo, aumentando os riscos de inflação e reforçando as expectativas de uma política monetária mais restritiva por parte dos bancos centrais. Nesse contexto, a demanda pelo metal precioso, que não gera rendimento, está diminuindo. Uma confirmação adicional da pressão de baixa veio da quebra, na sexta-feira, abaixo de um importante nível técnico — a média móvel simples (SMA) de 200 dias —, fortalecendo as perspectivas de continuidade do momentum de baixa que persiste há quase dois meses.
O conflito entre Israel e o Irã entrou em uma fase mais tensa, acompanhada por ataques mútuos em várias frentes. Israel relatou novos ataques a infraestruturas militares no oeste e no centro do Irã, em resposta aos lançamentos de mísseis balísticos contra a Base Aérea de Ramat David na noite de domingo. O alcance geográfico do confronto está se expandindo: relatos de ataques israelenses no sul do Líbano e de atividades iranianas no norte do Iraque estão aumentando as preocupações com uma escalada regional mais ampla. Isso prejudica um cessar-fogo já frágil e reduz a probabilidade de uma resolução a curto prazo do confronto que já dura três meses, ao mesmo tempo em que fortalece o dólar americano como um ativo de refúgio, que permanece estável perto de máximas de dois meses.Os dados positivos do mercado de trabalho dos EUA divulgados na sexta-feira deram um impulso adicional ao dólar. O relatório sobre o número de empregos não agrícolas (NFP) reforçou as expectativas de que a Reserva Federal (Fed) manterá as taxas de juros mais altas por um período mais longo. Em maio, a economia dos EUA criou 172.000 empregos, superando significativamente a previsão de 85.000, enquanto o número do mês anterior foi revisado para cima, para 179.000. A taxa de desemprego permaneceu em 4,3%, em linha com as expectativas, apesar de uma desaceleração no crescimento da remuneração média por hora para 3,4% em relação ao ano anterior, ante 3,6% em abril.A reação do mercado foi imediata: os participantes estão agora precificando uma probabilidade superior a 70% de um novo aperto monetário pelo Federal Reserve antes do final do ano. Esse fator também sustenta o dólar americano e aponta para uma pressão contínua de baixa sobre os preços do ouro. Na segunda-feira, não são esperados lançamentos de dados macroeconômicos significativos nos Estados Unidos, de modo que a dinâmica do dólar e do par XAU/USD dependerá em grande parte do fluxo de notícias geopolíticas.
Olhando para o futuro, a atenção dos investidores se voltará para os dados de inflação dos EUA: o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice de Preços ao Produtor (IPP), com divulgação prevista para quarta e quinta-feira, respectivamente. Além disso, as decisões sobre as taxas de juros do Banco do Canadá e da reunião do Banco Central Europeu podem aumentar ainda mais a volatilidade nos mercados financeiros.
Do ponto de vista técnico, o XAU/USD mantém uma tendência de baixa, permanecendo abaixo da SMA de 200 dias. O suporte imediato está localizado em 4.300, com suporte adicional em 4.260. Uma quebra decisiva abaixo desse nível abriria caminho para perdas mais acentuadas.
A resistência é agora formada pela EMA de 200 dias, o nível redondo de 4.400 e a SMA de 200 dias. Os osciladores continuam negativos, mas o Índice de Força Relativa está se aproximando da zona de sobrevenda, indicando um possível rebote corretivo de curta duração.