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30.07.2026 06:18 PMO Nasdaq 100 encerrou em território de correção, recuando cerca de 1,8% e fechando a sessão mais de 11% abaixo do pico registrado em junho, pressionando o mercado mais amplo. Durante boa parte da terça-feira, o índice permaneceu próximo do limite da correção, mas acabou encerrando o pregão abaixo desse patamar. O S&P 500 caiu 1,5%. O petróleo WTI saltou mais de 7%, para cerca de US$ 85 por barril, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertar que o país realizaria um ataque severo contra o Irã.
A tensão nos mercados aumentou após a decisão do Fed. Embora o FOMC tenha mantido oficialmente as taxas de juros inalteradas, o comunicado revelou uma rara divisão de votos: três dos 12 membros defenderam uma alta dos juros, evidenciando a crescente preocupação com a inflação dentro do Comitê. O presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que as condições financeiras mais restritivas no mercado de títulos já fizeram parte do trabalho do Fed, sugerindo que os mercados já incorporaram parte desse aperto por meio de rendimentos mais elevados.
Economistas reagiram de forma crítica às declarações de Warsh. A RSM afirmou que a ênfase de Warsh em moderação, incerteza e volatilidade parece uma tentativa de influenciar a política do Fed e alertou que esse discurso mais restritivo dificilmente será bem recebido fora de um pequeno círculo institucional. A Renaissance Macro Research foi direta: Warsh conseguiu apenas um alívio temporário — ou os próximos dados sustentarão sua posição, ou uma alta dos juros será necessária já em setembro.
O comportamento dos investidores de varejo evidenciou o nível de estresse do mercado. A terça-feira registrou a maior venda líquida de ações por investidores de varejo desde o colapso provocado pela COVID-19, concentrada em ações de fabricantes de chips de memória. As oito ações mais vendidas responderam por todo o fluxo líquido de saída, o que implica compras líquidas no restante do mercado — um sinal de que o pânico permaneceu concentrado em um segmento restrito, porém altamente relevante. Vale destacar que alguns investidores institucionais haviam se posicionado para um cenário oposto: enquanto a maioria dos operadores esperava a manutenção dos juros, uma parcela apostava em uma alta inesperada.
Tecnicamente, o gráfico diário do S&P 500 sugere que a tarefa imediata dos compradores é superar o nível de resistência de US$ 7.355. Isso daria suporte à alta e abriria caminho para US$ 7.381. Manter-se acima de US$ 7.404 fortaleceria ainda mais as posições dos compradores. No lado de baixa, os compradores devem defender os US$ 7.328. Uma quebra abaixo desse nível provavelmente levaria o índice de volta aos US$ 7.300 e abriria caminho para os US$ 7.279.
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*A análise de mercado aqui postada destina-se a aumentar o seu conhecimento, mas não dar instruções para fazer uma negociação.

