A ameaça de Trump de aplicar uma tarifa de 10% faz com que o BTC caia 3,6%, ficando abaixo de US$ 92.000
A ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 10% sobre produtos de oito países europeus a partir de 1º de fevereiro provocou uma queda abrupta de 3,6% no Bitcoin, levando o preço para abaixo de US$ 92.000. Trump afirmou que essa tarifa poderá ser elevada para 25% a partir de 1º de junho, caso não seja alcançado um acordo relacionado à aquisição da Groenlândia.
A queda do Bitcoin desencadeou liquidações superiores a US$ 865 milhões em todo o mercado de criptomoedas. Desse total, cerca de US$ 600 milhões corresponderam a posições compradas, encerradas à medida que os traders reduziram alavancagem.
Aproximadamente 90% das liquidações vieram de investidores que apostavam na continuidade da tendência de alta observada na semana anterior. A partir de agora, o próximo movimento do Bitcoin dependerá do rompimento de níveis técnicos-chave: uma alta acima de US$ 94.600 indicaria o fim da correção, enquanto uma queda abaixo de US$ 90.000 sinalizaria o início de uma tendência de baixa.
Trump justificou as tarifas como necessárias para viabilizar a aquisição da Groenlândia por razões de segurança nacional. Estimativas conservadoras avaliam o custo do acordo em cerca de US$ 700 bilhões, enquanto as tarifas afetariam fluxos comerciais da ordem de US$ 1,2 trilhão.
O histórico mostra que o Bitcoin é altamente sensível às decisões tarifárias de Trump. Entre fevereiro e abril de 2025, quando tarifas sobre produtos do Canadá e do México estiveram em vigor, o Bitcoin recuou 27,5%, mas se recuperou após a suspensão dessas medidas.
Segundo Yuri Saveliev, analista da Happy Coin News, o Bitcoin pode cair para US$ 70.000 ou menos caso as tarifas permaneçam em vigor. Ainda assim, muitos observadores de mercado avaliam que a queda atual tende a ser temporária.