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Casa Branca busca estabilizar o mercado com liberação emergencial de petróleo

Casa Branca busca estabilizar o mercado com liberação emergencial de petróleo

A administração de Donald Trump iniciou uma operação em larga escala para reduzir a Reserva Estratégica de Petróleo (SPR), solicitando oficialmente ao mercado a liberação de 86 milhões de barris de petróleo bruto por meio de um mecanismo de troca. Esse movimento marca a primeira fase da liberação previamente anunciada de 172 milhões de barris. A medida emergencial tem como objetivo estabilizar os mercados globais e reduzir os preços dos combustíveis, que dispararam desde o início da operação militar dos EUA no Irã.

O Departamento de Energia dos EUA espera que os primeiros carregamentos de petróleo sejam entregues até o final da próxima semana. Essa intervenção faz parte de um pacote coordenado com parceiros internacionais, totalizando 400 milhões de barris. Os termos do acordo estabelecem que as empresas participantes deverão devolver o petróleo emprestado às reservas com um “prêmio” adicional em barris. O prazo para envio de propostas no processo é até as 17h (horário Central) do dia 17 de março. No longo prazo, a Casa Branca planeja recompor as reservas por meio da compra de cerca de 200 milhões de barris ao longo do próximo ano, o que criaria um excedente de aproximadamente 20% em relação ao volume atualmente retirado.

O uso agressivo da SPR está diretamente ligado à alta dos preços da gasolina e do combustível de aviação nos Estados Unidos, o que vem pressionando fortemente as famílias, especialmente às vésperas das eleições de meio de mandato em novembro. Com o transporte marítimo paralisado no Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial —, o governo utiliza as reservas como principal ferramenta para mitigar o choque inflacionário.

Apesar de uma queda temporária nos preços futuros do petróleo após o anúncio, os analistas permanecem céticos. Especialistas duvidam que mesmo intervenções dessa magnitude sejam suficientes para compensar integralmente o déficit estrutural causado pelo bloqueio no Golfo Pérsico. A estratégia do Departamento de Energia agora prioriza oficialmente o alívio imediato para os consumidores, na tentativa de evitar que a economia americana entre em recessão.

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